Internet das coisas: O que é e como funciona?

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Com a evolução dos processos de digitalização, a Internet das Coisas ganhou bastante destaque em todo o mundo.

Também conhecida como IoT, ela se aplica em diversas tarefas do nosso dia a dia, oferecendo mais praticidade e comodidade.

Em 2021, BNDES, Qualcomm e Indicator Capital lançaram um fundo de R$240 milhões para a Internet das Coisas.

O objetivo é impulsionar o Plano Nacional de IoT e acelerar tecnologias como Indústria 4.0, Cidades Inteligentes e Agronegócio.

Para entender a importância desse conceito e descobrir quais os seus impactos para a vida das pessoas e empresas no Brasil, continue neste artigo!

O que é Internet das Coisas?

Internet das Coisas é o conceito usado para representar a interconexão digital de objetos físicos entre si e também seus usuários.

Embora o termo tenha ganhado destaque recentemente, seu surgimento foi há mais de 20 anos.

O criador da Internet das Coisas foi o cientista da computação Kevin Ashton.

Através de sensores inteligentes e softwares de transmissão de dados para uma rede, a Internet of Things atua como um grande sistema.

A troca de informações pode ocorrer entre dois ou mais pontos para tornar objetos mais responsivos e tarefas mais inteligentes.

Desde um relógio até lâmpadas, geladeiras, carros… qualquer coisa pode, na teoria, fazer parte do universo da Internet das Coisas.

Afinal de contas, o objetivo do conceito é fazer com que objetos conversem entre si para oferecerem maior produtividade e conforto aos seus usuários.

Atualmente, a IoT está em diversos locais e situações, como em estacionamentos, residências e empresas.

Inclusive, o número de objetos na internet já ultrapassa o de pessoas no mundo. 

Para 2022, a previsão da Gartner é que haja 25 bilhões de dispositivos conectados.

Em que se aplica a Internet das Coisas?

O foco da Internet of Things está nos equipamentos relacionados ao dia a dia de indivíduos, instituições e até mesmo cidades inteiras.

É possível aplicar o conceito em TVs, e videogames, mas também em geladeiras, fogões, portas, tomadas, câmeras, ar-condicionado e outros dispositivos.

Um exemplo bastante conhecido são os smartwatches, que contém sensores que permitem a conexão com a internet e diversos recursos.

Outra aplicação da IoT está na integração do GPS nos automóveis, permitindo a coleta e repasse de informações sobre os trajetos realizados.

As câmeras de segurança online e com monitoramento ao vivo por outros aparelhos também são um tipo de uso de Internet das Coisas.

Portanto, a proposta sempre é usar a conectividade para tornar objetos mais eficientes e adicionar atributos a eles.

Como funciona a Internet das Coisas?

como funciona internet das coisas

A Internet das Coisas funciona a partir de uma rede que viabiliza a troca de informações entre objetos e aparelhos do cotidiano.

É através dessa comunicação que ocorre a automatização de ações.

Para ligar os dispositivos às grandes bases de dados e às redes das redes, é necessário um sistema robusto de identificação.

Dessa forma, possibilitando a interligação e arquivamento dos dados próprios de cada objeto.

A Identificação por Rádio Frequência, ou RFID, é um exemplo de tecnologia com essa capacidade.

Mesmo assim, não é a única utilizada para conectar aparelhos usados no cotidiano de residências, empresas e indústrias.

Confira abaixo as duas principais tecnologias que tornam possível a Internet das Coisas:

RFID

A tecnologia RFID usa frequências de rádio para identificar dispositivos e possibilitar um bom funcionamento da IoT.

Considerados uma evolução dos códigos de barras, os sistemas RFID permitem a identificação de informações sobre o estado e localização de objetos.

Além disso, também é possível detectar mudanças no estado físico das coisas e arquivá-las.

Um exemplo disso está na identificação de problemas específicos em motores, equipamentos e sistemas em geral.

Inicialmente, a RFID foi usada na saúde e em grandes armazéns. 

Hoje em dia, é possível encontrar a Identificação por Rádio Frequência em esportes, serviços de segurança e atividades em geral.

MQTT

O MQTT (Message Queue Telemetry) é um protocolo de mensagens para a Internet das Coisas. 

Com o objetivo de permitir a comunicação entre máquinas, ele tem se popularizado bastante nos últimos anos.

Hoje, o MQTT já é considerado um dos principais protocolos para a implementação da IoT.

Na prática, ele permite o envio de mensagens e comandos entre dispositivos por meio de TCP/IP.

Por ser projetado para passar apenas o que é solicitado, ele oferece uma boa performance com baixa largura de banda.

Consequentemente, não sobrecarregando a internet e os dispositivos.

A codificação do protocolo ainda permite o funcionamento do MQTT em sistemas mais antigos ou com pouco armazenamento.

Exemplos de Internet das Coisas

A ideia por trás da Internet das Coisas é facilitar a vida de usuários e clientes tornando o uso de elementos mais simples.

De modo geral, essa tecnologia permite a automação das mais variadas tarefas, como por exemplo:

  • Programar o ar condicionado para ligar 5 minutos antes de chegar em casa;
  • Fazer o aspirador de pó robô limpar a casa apenas durante a noite;
  • Avisar sobre a ocorrência de um defeito ou dano em um aparelho;
  • Ativar tratores automatizados para realizarem um trabalho acompanhado via satélite;
  • Automatizar lâmpadas para ligar quando pessoas chegarem e desligar quando todos saírem.

O uso da Internet das Coisas ainda está em áreas como a saúde, fazendo parte de procedimentos e exames à distância.

Na segurança, a IoT permite o acompanhamento de funcionários e controle de acesso em locais privados ou exclusivos.

Já no setor automobilístico, o conceito é encontrado em um conjunto de recursos, como reconhecimento facial, recomendação de músicas e sistemas anti-furto.

São vários os exemplos de aplicação da Internet das Coisas, e a tendência é que ela esteja cada vez mais presente em nosso cotidiano.

Como a Internet das Coisas vai revolucionar a comunicação?

A cada ano, o número de dispositivos conectados à internet aumenta consideravelmente.

Com o lançamento do 5G e a promessa de maiores velocidades de download, a enorme demanda relacionada à Internet das Coisas poderá ser melhor atendida.

No futuro, quando o número de objetos conectados chegar à casa dos trilhões, ter uma rede pensada para isso é essencial.

Diversas empresas têm fechado parcerias e criado fundos para que o 5G seja homologado de modo em que dê conta dessa inevitável realidade.

Idealmente, cada dispositivo deverá usar apenas o que for necessário e no momento específico da atividade.

Assim, minimizando problemas de tráfego já existentes no mundo atual.

Com a rede 5G, a tendência é que cada vez mais empresas invistam em produtos e inovações relacionadas à automação de dispositivos.

Áreas como a saúde, transporte, agricultura, indústria e muitas outras passarão a ter objetos interconectados.

Tudo isso através de uma comunicação mais transparente entre sistemas e com melhores recursos de segurança.

Internet das Coisas: impacto no cotidiano

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Como visto, a Internet das Coisas já oferece diversos impactos no cotidiano das pessoas.

Existem aplicações ligadas ao ambiente doméstico, como na criação de casas inteligentes, mas também em diversos setores comerciais.

Nas fábricas, a IoT pode ajudar no acompanhamento de produtividade e qualidade de máquinas.

Em hospitais, permite o uso de dispositivos de monitoramento e envio de dados sobre batimentos cardíacos e pressão sanguínea de pacientes.

No comércio físico, pode ajudar a detectar a ausência de produtos nas prateleiras, horários de maior fluxo de clientes e itens com baixa procura.

No transporte, usuários poderiam saber a localização exata dos seus ônibus.

Os sinais também seriam capazes de se adaptar ao fluxo de carros e sensores identificariam rapidamente defeitos presentes em veículos.

Esses são apenas alguns exemplos de impactos já existentes e outros bastante palpáveis relacionados à Internet das Coisas.

Internet das coisas: vantagens e desvantagens

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Em um cenário onde tudo está conectado, questões relacionadas à segurança, privacidade e armazenamento precisam ser levadas em consideração.

Basta imaginar os transtornos causados por uma invasão de sistemas de monitoramento ou falhas em detectores de vazamentos, por exemplo.

Em cidades inteligentes, com semáforos conectados, um defeito no gerenciamento de trânsito pode causar enormes congestionamentos.

Portanto, é preciso pensar em critérios que garantam a recuperação dos serviços e proteção das comunicações.

Além disso, a definição de normas para a privacidade e confidencialidade de dados também se mostra fundamental.

Essa não é uma tarefa fácil, mas tem sido levada em conta no desenvolvimento de novas tecnologias.

Assim, possibilitando as diversas vantagens já citadas, como o aumento de produtividade, automação de tarefas e identificação exata de problemas.

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Conclusão

Sem dúvidas, as tecnologias baseadas em IoT oferecem diversos benefícios para o dia a dia de pessoas e empresas em diversos setores.

Apesar disso, é importante que a segurança e privacidade sejam levadas em conta em todos os projetos ligados à Internet das Coisas.

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